Tipos e Perfis do Advogado Investidor

perfil de investidor

Entender o seu perfil de investidor pode lhe auxiliar na escolha de produtos financeiros específicos e enquadrados ao perfil, não fazendo com se exponha a riscos demasiados ou que deixe de aproveitar alguma rentabilidade maior.

Se torna uma excelente ferramenta para manter seus produtos financeiros equilibrados, e “equilíbrio” é a palavra mais buscada por nós investidores que começam a mergulhar no mercado financeiro, tendo a visualização do perfil um bom norte para conseguir navegar entre as informações e alternativas disponíveis.

No artigo irá conhecer os principais tipos de perfis de investidor, desde o mais conservador, até o mais agressivo, contendo algumas alternativas de produtos financeiros que podem ser interessantes para o perfil.

O material está dividido nos seguintes tópicos:


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Qual o meu perfil de investidor?

Mais do que algo estático, o perfil de investidor, é um conceito que vai muito da própria mentalidade do investir e que pode, ao longo do tempo, se alterar, saindo de algo mais conservador para o moderado ou agressivo, tudo dependerá da própria pessoa, junto com seus objetivos como investidor e em seu patrimônio.

Perfil de investidor Conservador

A grande essência do perfil conservador é a valorização da segurança, mesmo que o seu retorno não seja tão alto, é balanceado pelo conforto de não ver o seu dinheiro exposto a riscos demasiados ou oscilações severas.

Tal perfil busca por uma estabilidade maior e pelo retorno que for possível ter, pois o montante total do que é investido já é visto com grande valor para esse tipo de perfil, e arriscado demais oscilá-lo.

Chega a ser o perfil de grande parte dos brasileiros, pois a poupança consegue entregar a sensação da tal segurança esperada, mesmo que com um retorno mais simplista quando comparamos com investimentos diferentes, uma carteira diversificada ou alternativas mais robustas.

No geral, esse tipo de perfil mantém mais de 60% de seus investimentos em produtos financeiros de baixo risco, como a própria poupança.

Alguns investidores, ainda conseguem diversificar um pouco mais, inserindo 30% em investimentos moderados e 10% em investimentos tidos como arriscados para o seu próprio perfil.

Um exemplo de investimentos atrelado ao lado conservador, são os produtos de Renda Fixa, mas não que sejam isentos de risco ou variação, tudo acaba dependendo do produto financeiro escolhido, entretanto, é importante entendermos a sua essência.


O que é Renda Fixa?

Investir em Renda Fixa é o mesmo que emprestar o seu dinheiro para um banco, empresa ou para o próprio Governo visando uma remuneração por esse seu empréstimo.

O grande atrativo da Renda Fixa é a previsibilidade e um melhor rendimento, pois é possível ter uma noção mais clara sobre a rentabilidade da aplicação, prazos, taxas e o índice que poderá ser usado na valorização.

A questão do risco-retorno também é vista por aqui, isto é, quanto maior for o risco ou maior for o tempo do dinheiro permanecer investido até seu resgate, maior será seu retorno. Um exemplo são ativos de longo prazo, em que o investidor poderá resgatar em uma rentabilidade maior com o passar dos anos.

A Renda Fixa não fica livre de oscilação, inclusive quando está atrelada a indexadores, como por exemplo, a Taxa Básica de Juros (Selic), DI, IPCA e IGP-M. Indexador é oriundo da palavra “index”, ou seja, “índice” e é utilizado para nortear as aplicações e projetar a rentabilidade.


Tesouro Direto

O Tesouro Direto trata-se de um programa do próprio Tesouro Nacional, este sendo o responsável pela dívida pública do país, em parceria com a B3, Bolsa de Valores do Brasil, que teve sua criação em 2002, com o intuito de fomentar a venda de títulos públicos  federais para pessoas físicas de uma maneira mais facilitada, sem que haja burocracia envolvida.

O conceito de Renda Fixa que vimos há pouco, em que há o ato do investidor emprestar seu recurso financeiro a um terceiro, e ter seu retorno em juros estabelecidos antes ou por meio de indexadores, fica bem simples entender o conceito do próprio Tesouro Direto, por muitos, chamado também de “Tesouro Selic”.

Tamanha sua facilidade de entrada para qualquer perfil de investidor, é possível aplicar em Tesouro Direto partindo de R$ 30,00, fazendo a aplicação por diversos bancos tradicionais, além de qualquer corretora de valores.

Na prática, o investidor empresta o seu dinheiro, desta vez, ao Governo Federal, que o utiliza para financiar projetos variados que necessite. Por serem emitidos pelo próprio Governo, o nível de risco desse tipo de investimento é baixo, além de terem o custo baixo operacional e a possibilidade de Liquidez Diária.


Como Funciona?

Ao se investir em Tesouro Direto, o investidor encontra títulos com diferentes rentabilidades e diferentes datas de vencimento, o que pode confundir um pouco no momento da escolha na cartela de opções.

No geral, são divididos em 3 opções principais: prefixados, pós-fixados e híbridos, cada um com suas características.

Prefixados: por ser prefixado, no ato da compra do título, o investidor já sabe quando irá receber lá no vencimento da aplicação, como já conhecemos aqui no material;

Pós-fixados: são os títulos que seguem o comportamento da economia do país, ou de algum indicador dela, é claro. As opções são até bem simples de serem entendidas, poderá encontrar títulos atrelados à inflação (IPCA) ou atrelados à Taxa Selic, até mesmo por isso muito o chamam de Tesouro Selic.

Híbridos: trata-se de títulos que estão atrelados tanto a uma remuneração definida no ato da compra (a tal da prefixada), assim como uma parte está atrelada ao IPCA (que seria um indexador).

Perfil de Investidor Moderado

O equilíbrio provavelmente seja a sua maior essência, tenta, a todo custo, não se expor a grandes oscilações do mercado financeiro, mas consegue compreender que manter seu capital apenas em poupança pode ser um caminho não tão rentável no longo prazo.

No geral, é um perfil que busca diversificar um pouco mais tudo aquilo que investe, mas não renuncia à segurança, que é a essência do perfil anterior, ainda que tente buscar opções que possam estar um pouco mais expostas ao risco e, ao mesmo tempo, um retorno mais significativo.

Sua tendência é ter uma alocação de carteira em que 40% de suas aplicações estejam em investimentos conservadores, priorizando, então, a segurança; 30% em produtos financeiros moderados e mais 30% em uma exposição maior.

Um produto comum a investidores mais moderados é a busca por uma melhor rentabilidade, porém com uma carteira que já tenha um bom equilíbrio e segurança, abrindo espaço para alternativas e produtos financeiros que tenham uma rentabilidade e um risco-retorno maior.


Debêntures

Debêntures são títulos de dívidas, fazendo o investidor se tornar credor da empresa que necessita de tais recursos. Ou seja, uma empresa que, por sinal, não seja uma Instituição Financeira ou uma Instituição de Crédito Imobiliário, necessite de recursos financeiros para algum fim, seja este algum tipo de expansão ou para o simples pagamento de débitos próprios que possa ter.

Em vez de buscar um empréstimo comum em um banco tradicional de CNPJ para CNPJ, busca lançar Debêntures no mercado para captar tais recursos, já que os custos com os bancos tradicionais seriam maiores.

Sendo assim, o investir se torna a figura que realiza o empréstimo à empresa necessitada do recurso, que retorna ao investidor com os juros devidos.

Todas as características que envolve o investimento em Debêntures são definidas na escritura de emissão (remuneração, prazos, etc.), podendo ser conversíveis em ações da própria empresa ou não.

Além disso, carregam a característica de serem investimentos de médio e longo prazo, com aplicações que podem durar, no mínimo, 2 ou 3 anos.

Por isso o investidor deve saber se realmente vale disponibilizar recursos para esse tipo de investimento de acordo com sua carteira e equilíbrio dela. Ainda que tenha um retorno interessante, ficará com um montante alocado por um período maior.

Um detalhe importante desse tipo de investimento, é que os valores para aplicação podem variar, há aplicações mínimas de R$ 1000 e outras empresas que fixam o valor inicial da captação do recurso em R$ 100,000, R$ 500,000 ou mais.


Conversão ou não em Ações

Durante a definição da escritura de emissão, o investidor terá alguns caminhos quanto ao seu investimento, podendo ser convertido em ações da empresa, em um determinado prazo estabelecido, ou na validade do próprio título e, até mesmo, pode conter algum tipo de cláusula que dá espaço para a troca por ativos ou ações de terceiros.

Chamadas de Debêntures Permutáveis aquelas em que o investidor opta por receber as ações e ativos da empresa como forma de pagamento, entretanto, as Permutáveis só são válidas para as ações/títulos da própria empresa, não de terceiros.

Já as Debêntures não conversíveis (ou simples) não podem ter essa conversão em ações, seja qual for seu tipo, assim o investidor receberá a rentabilidade normalmente em sua conta bancária ou conta da corretora de valores em que é cliente.


Debêntures Incentivadas e Debêntures Comuns

Debêntures Incentivadas são aquelas focadas na execução de alguma obra relacionada à infraestrutura, sendo bastante comum na relação empresa/Governo, em obras para o Estado, como pontes, ferrovias e  estradas, estando, inclusive, isentas de IR.

Já as Debêntures tidas como comuns possuem uma tabela de tributação regressiva de acordo com o tempo do investimento. E, detalhe interessante de reforçar, é que também não possuem a garantia do FGC.

É possível ter acesso a esse tipo de produto financeiro diretamente em sua corretora de valores, estando atento à todas as informações e características de cada título, principalmente quanto o montante mínimo para investimento e o próprio prazo, levando também em conta a credibilidade da empresa captadora dos recursos em que criará essa relação de investimentos.

Perfil de Investidor Arrojado

A essência do arrojado é o alto rendimento. Por estar exposto a riscos maiores, sua capacidade de ganhos mais elevados também aumenta proporcionalmente, por conta de buscar produtos financeiros que fogem do tradicional e conseguem entregar um retorno maior.

Fugir do tradicional não significa ser algo muito distante da realidade, há investimentos que necessitam de uma análise mais apurada, um detalhamento melhor em algumas informações e caminhos que serão tomados, um maior mergulho nos números e cálculos dão base para esse perfil.

Ainda que seja arriscado, também demanda do investidor um maior aprofundamento nas informações, pois a palavra “risco” nos remete a algo negativo no primeiro momento, nos traz a impressão de algo “perigoso”, entretanto, esse perfil de investidor é, seguramente, o mais imerso nos detalhes, análises e estudos sobre a aplicação pretendida.

Claro que, ao mesmo tempo em que se expõe ao risco, busca manter um mínimo de segurança possível. No geral, 60% de seus investimentos estão em aplicações arrojadas, disruptivas e com maior risco/retorno, ao passo em que 20% se encontram em investimentos moderados e os outros 20% em aplicações conservadoras, quase como equilibradores da carteira.

Perfis arrojados tendem a ter mais controle sobre a Renda Variável, já que sua carteira tende a ter uma parte protegida e outra que vise a mais possível condição de rentabilidade.

As aplicações na Bolsa de Valores são exemplos claros de perfil arrojado, mas investir em ações também pode fazer parte da carteira de um perfil conservador, é claro, o que vale aqui é a exposição ao risco e a busca pelo conceito de:

mais risco = mais retorno.


Bolsa de Valores: ações

Todo o capital de uma empresa é fragmentado e dividido em milhares de pedaços pequenos, sendo cada um desses pedaços chamado de “ação”. Parte desse montante de ações pode pertencer aos sócios e aos próprios empreendedores, assim como a investidores, ao abrir capital.

Na prática, o investidor que se torna um acionista, se torna um “sócio” da empresa, de acordo com a quantidade de ações compradas, ou seja, está exposto tanto a distribuição de lucros como também a prejuízos que podem ocorrer com a empresa em que, agora, faz parte como acionista.

As ações podem ser classificadas com algumas características distintas, sendo:


Ações Ordinárias (ON)

Ações em que dá o direito do investidor (acionista) ao voto em assembleias da companhia, podendo influenciar nas decisões da empresa.

É claro que o grau de participação de um acionista em tais decisões depende da quantidade de ações adquiridas, quanto mais ações, mais poder de voto, ou influência.

Ao mesmo tempo que esse nível de influência irá depender da própria empresa, seu nível de governança e regras do estatuo social, entretanto, o acionista pode ter sim esse olhar como influenciador.

Código (ou ticker): ações com numeral final 3, são Ações Ordinárias, exemplo hipotético: EXEM3.


Ações Preferenciais (PN)

Investidores que tenham ações preferenciais carregam a preferência de recebimento dos dividendos pagos pela empresa em que é acionista quando esta tiver lucro.

Código: ações com numeral final 4, 5 ou 6 são ações preferenciais, exemplo hipotético: EXEM4.

Units: trata-se de um grupo de ações, não sendo uma ação isolada que está sendo negociada, ou seja, é apenas um código (ou ticker) que contém um grupo de ações, como ilustração: 1 Unit EXEM11 pode conter 2 ações originárias e 3 ações preferenciais, mas são negociadas apenas como Unit.

EXEM11 = 2 ON e 3 PN

Código: ações com numeral final 11 são Units, exemplo hipotético: EXEM11.


Fundos de Investimento

Também como opção ao investidor arrojado, um Fundo de Investimento trata-se de um instrumento financeiro para a captação de capital junto de vários investidores, segundo a CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o que constitui um patrimônio autônomo que é gerenciado por especialistas que aplicam em diversos ativos. Além disso, os fundos são supervisionados pela própria CMVM.

Os Fundos de Investimento podem ser divididos em “abertos” e “fechados”, em que há a opção do resgate e subscrição de suas participações a qualquer momento, em modalidade aberta.

Já um Fundo de Investimento tido como fechado, a subscrição apenas ocorre durante o período prefixado e, apenas na liquidação do fundo, o investidor poderá realizar o resgate. Há também o que é chamado de Fundos Especiais, que entregam maior flexibilidade quanto aos limites de investimentos em alguns ativos.

No caso de uma Debênture emitida por uma empresa, o investidor deve avaliar a saúde daquela companhia, seu histórico de pagamentos e, principalmente, sua credibilidade, mitigando assim seu risco de crédito.

O investidor que opte pelo investimento em Fundos de Investimento, poderá encontrá-los dentro da cartela de produtos financeiros disponíveis em sua corretora da valores, atentando-se ao risco exposto e à credibilidade.

Há uma série de opções de investimentos no formato de fundos que podem ser atrativas no primeiro momento, mas sendo de grande relevância estudar o tipo de fundo a ser investido, suas características e informações que possam dar segurança no momento da aplicação. São opções disponíveis no mercado para conhecimento:

Conclusão

Identifique aqui o seu perfil, consiga se enxergar e saber em qual se enquadra com mais clareza, sendo um tipo de pessoa que preza pela segurança e estabilidade em todas as relações pessoais e profissionais, ou um alguém que tende a se aproximar do equilíbrio das coisas, com a tendência a buscar o novo, mas sem abrir mão de uma segurança saudável ou uma pessoa com um olhar arrojado, adaptativo a tudo que é novo, aberto ao risco e ao extraordinário.

Deve ficar claro o nosso conceito de quanto mais conhecer o que se está fazendo, maior as chances de reduzir os riscos, fica muito nítido quando falamos sobre Renda Variável.

Investir em ações (ou qualquer outro ativo de Renda Variável) que não conheça ou tenha o mínimo de mergulho em análises e informações sobre ela, é aumentar o risco substancialmente, por isso que há formas de análise, métodos, gráficos, materiais, vídeos, cursos que trabalham essa questão, dado que seu recurso financeiro não é algo que pode ser colocado em algo que não conheça.

Seja qual for o seu perfil, diversificar a sua carteira de investimentos é a melhor maneira de proteção do seu patrimônio, seja este todo consolidado em ativos conservadores ou em uma abordagem mais agressiva, diversificá-lo é protegê-lo.

Além da clara diversificação, o mercado financeiro é um organismo vivo e que está em constante movimento, atualização, mudança, variação e, por isso, mesmo que seus investimentos sejam mais conservadores, deve acompanhar o mercado, taxas e assuntos relacionados ao país, assim como o perfil arrojado se mantém baseado em números e gráficos analisados constantemente.

O mundo dos investimentos, então, começa a fazer parte da sua rotina, acompanhando-o ou mergulhando em seus detalhes e complexidade, porém, com base em seus próprios estudos, ferramentas, análises que podem te dar direção para qual produto ou estilo irá aplicar para aproximar-se de seus objetivos como investidor.

Caso queria mergulhar ainda mais nesse universo de investimentos, conheça o nosso Guia de Educação Financeira Básica e reforce alguns conceitos sobre o assunto.


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